TEMA: RELACIONAMENTOS

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O ser humano é engraçado, ele dota de uma habilidade única no reino animal que é a inteligência emocional, a capacidade de analisar os fatos e fazer escolhas adequadas a cada momento, mas ele não a usa.

Se mantém num estado inconsciente a maior parte do dia, simplesmente reagindo ao mundo, ao que vai acontecendo, às emoções, sem nenhum objetivo, intenção, propósito, nada.

Para piorar, vivemos na era da desconexão, as relações humanas estão cada vez mais difíceis e superficiais, independente de onde você esteja, seja em com sua família, em seu ambiente de trabalho, no supermercado, nas ruas, meios de transportes e por ai vai.

Mas porque, se não existe nada, absolutamente nada que você queira fazer em sua vida que você não terá que lidar com pessoas? Porque, mesmo assim, poucas pessoas tem habilidades interpessoais?

Uma razão bem evidente é porque não aprendemos isso na escola. Recebemos por anos e anos conteúdos a serem decorados, mas a lidar com as próprias emoções, com as pessoas ao nosso redor, entender como podemos contribuir ao mundo, quais são nossos talentos, nossa missão, valores, nada! E como nossos pais também não aprenderam na escola, também não aprendemos em casa.

Então, para você tirar de letra as situações mais desafiadoras que possam surgir em sua vida, aqui vão 3 dicas para você transformar seus relacionamentos interpessoais e lidar com qualquer tipo de conflito de uma maneira assertiva e harmoniosa.

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  1. Domine suas emoções

Em seu livro Inteligência Emocional, Daniel Goleman disserta sobre seqüestros emocionais, situações cotidianas onde você literalmente sai de si, seja pelo medo, raiva ou alguma outra emoção de alta intensidade.

E a explicação é muito simples. Em situações extremas, nossos instintos selvagens (esses mesmo, de quando vivíamos em cavernas e ainda caçávamos para sobreviver) vem a tona e a informação não passa pelo nosso neo córtex, onde processamos as informações para nos comportarmos de uma maneira adequada. Ou seja, nos comportamos como verdadeiros animais.

Para que isso aconteça, é preciso tempo, no mínimo 6 segundos, então, numa próxima oportunidade, quando o clima começar a esquentar, lembre-se disso e crie um intervalo para que seu cérebro processe a informação e te permita agir com a inteligência necessária.

Este tempo pode ser uma contagem até 6, se afastar por alguns instantes, lembrar de 6 cores diferentes, dos anões da branca de neve ou que quer que seja.

Lembre-se disso antes de explodir com seus filhos, de xingar alguém no transito, de gritar com seus pais ou com algum colega de trabalho. O mundo agradece 😉

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  1. Lide com fatos específicos

Ao invés de apontar o dedo na cara do outro e vomitar suas opiniões e julgamentos precipitados, permita-se compreender exatamente o que aconteceu e diga à pessoa os fatos específicos, palavra por palavra, de uma maneira que a pessoa não tenha como contestar nem fugir do assunto. Use uma lente neutra.

Veja a diferença:

“Você é muito mal educado, folgado, não se preocupa com ninguém!”

“Ontem precisávamos entregar o projeto ao cliente e você, sem perguntar se alguém precisava da sua ajuda, se levantou e foi embora. Quando te ligamos informando que precisávamos de você, você disse “se vira”e desligou o telefone. Ficamos até as 05h da manhã para entregar o projeto ao cliente, fazendo trabalhos que eram de sua responsabilidade, conforme orientação da diretoria”

Na 1ª frase existe a palavra muito (juízo de valor), mal educado e folgado (rótulos), não se preocupa (julgamento) e ninguém (generalização). Na 2ª não tem o que discutir, são fatos puros, específicos, não existem opiniões e julgamentos.

Você não gosta de ser julgado e classificado, nem mesmo que pessoas cheguem brigando e apontando o dedo a você, não é mesmo. Os outros também não.

Tente em sua próxima oportunidade!

  1. Descubra o propósito da relação

Existem dois propósitos aqui, com o relacionamento e com a pessoa em questão.

Qual é o seu principal objetivo hoje em seu relacionamento com a pessoa X de uma maneira geral? Qual é o propósito do seu casamento? Do seu relacionamento com seus filhos? E com seus colegas de trabalho?

Se você não sabe responder logo de cara, falta clareza em um aspecto muito importante em sua vida.

Na falta de objetivos claros, perdemos tempo com bobagens e desgastes desnecessários. Preenchemos os espaços com coisas que não agregam em nada para o objetivo final, uma vez que este objetivo sequer existe.

Pensa comigo, se o seu propósito em seu relacionamento é crescer como pessoa, contribuir com o bem estar do outro e construir uma família saudável, respeitosa e feliz, qual é o sentido de dormir brigado, uma vez que a não solução do problema não te aproxima do seu objetivo maior?

Uma vez que os objetivos estejam bem definidos, basta entender a situação, sentar, conversar e lapidar possíveis arestas para que o relacionamento volte pro rumo, para o objetivo maior, para a manutenção do propósito da relação.

Pense nisso e pare de perder tempo. Crie relacionamentos que valem a pena ser vividos, com objetivos e propósitos comuns. Desenvolva seu auto conhecimento, seu auto controle, converse mais, saiba seus porquês, evite julgamentos e seja feliz.

Planeje como você pode implementar essas dicas o quanto antes em seus relacionamentos. Conhecimento sem ação efetiva não tem resultado nenhum. Vai a campo, manda bala e compartilhe suas dificuldades.

Vai ser um prazer ajudar!

Te espero nos comentários abaixo.

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